Caminhos-de-ferro dos Açores
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Sim, nas nossas ilhas também já houve em tempos comboio. Tal como na Ilha da Madeira existiu a linha de caminho-de-ferro do Monte para transporte de passageiros, também na Ilha de S. Miguel nos Açores existiu um caminho-de-ferro, mas desta feita de mercadorias, cujo objectivo foi servir de “ferramenta” para a construção e manutenção do molhe do porto.
Graças à colaboração do amigo Alberto Gião resolvi dedicar alguns momentos à investigação na internet, começando pelo sugerido link para a Wikipédia. Segundo este artigo, a linha foi construída ao mesmo tempo que o molhe do porto, em 1861. Não servia de transporte público, sendo apenas usada para a construção e manutenção do molhe. Para tal, havia 3 locomotivas a vapor e 39 vagões para trazer pedras de uma pedreira próxima até ao porto. A locomotiva a vapor no.1, construída em 1861 por Neilson & Co. (no. 697), foi a última das três que tinha vindo em segunda mão para os Açores e tinha sido antes usada para o mesmo fim em Holyhead. A No.2 foi construída por Black Hawthorn (no.766) algures entre 1880 e 1888 e a no.3 por Falcon (no.165) em 1888.
A linha só funcionava se necessário, para a manutenção do molhe. A última vez de que há registos de actividade foi em 1973.
Graças à colaboração do amigo Alberto Gião resolvi dedicar alguns momentos à investigação na internet, começando pelo sugerido link para a Wikipédia. Segundo este artigo, a linha foi construída ao mesmo tempo que o molhe do porto, em 1861. Não servia de transporte público, sendo apenas usada para a construção e manutenção do molhe. Para tal, havia 3 locomotivas a vapor e 39 vagões para trazer pedras de uma pedreira próxima até ao porto. A locomotiva a vapor no.1, construída em 1861 por Neilson & Co. (no. 697), foi a última das três que tinha vindo em segunda mão para os Açores e tinha sido antes usada para o mesmo fim em Holyhead. A No.2 foi construída por Black Hawthorn (no.766) algures entre 1880 e 1888 e a no.3 por Falcon (no.165) em 1888.
A linha só funcionava se necessário, para a manutenção do molhe. A última vez de que há registos de actividade foi em 1973.
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Para quem tiver curiosidade, existem algumas fotografias disponíveis na internet, por exemplo neste artigo de Ernst Kers traduzido por Luís Almeida ou neste da autoria de Chris Brady (só em inglês).
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Voltarei a este tema assim que conseguir desenterrar algures mais informação.
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Com um beijinho especial para a Ana Sofia – estás vendo, na tua terra já passou o comboio, e pode ser que um dia ainda volte a passar novamente – e agradecendo também a prestimosa colaboração do Alberto Gião, até à próxima publicação despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.
Para quem tiver curiosidade, existem algumas fotografias disponíveis na internet, por exemplo neste artigo de Ernst Kers traduzido por Luís Almeida ou neste da autoria de Chris Brady (só em inglês).
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Voltarei a este tema assim que conseguir desenterrar algures mais informação.
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Com um beijinho especial para a Ana Sofia – estás vendo, na tua terra já passou o comboio, e pode ser que um dia ainda volte a passar novamente – e agradecendo também a prestimosa colaboração do Alberto Gião, até à próxima publicação despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.
6 locomotivas;:
Sei também que na barra artificial de Aveiro que fez 200 anos, e quando foram construídos os molhes, usaram locomotivas para o transporte das pedras. Há imagens antigas dessas locomotivas, já vi essas fotografias numa exposição a que assisti.
Penso que iam acrescentando os carris à medida que os molhes iam sendo feitos.
Gostei de saber estas "curiosidades ferroviárias" que ajudaram muito, nessa época, na construção dessas grandes obras, não só cá mas também nas Ilhas.
Beijinhos grandes,
Ana Paula
Pois, cara Ana Paula, está em vias de finalização a construção de um novo ramal ferroviário ligando a linha do Norte ao porto de Aveiro.
Tempos houve em que, a partir da estação de Aveiro, saía uma linha de bitola larga (ramal do Canal de S. Roque) para as salinas.
Uma outra linha, mas de bitola métrica (dando seguimento ao ramal de Aveiro, que vem de Sernada do Vouga)era encaminhada para o porto.
Nas oficinas da Companhia do Vale do Vouga foi construída uma "furgoneta ferroviária" (o aspecto era o de um veículo rodoviário, excepção feita às rodas) que saía da doca de Aveiro com peixe fresco e, via Sernada, subia até Viseu, distribuindo pelas estações o precioso alimento, de uma forma muito mais rápida do que que as pequenas locomotivas a vapor.
Era tratada por "peixeira".
No início da década de 60, as duas linhas referidas foram desactivadas e a "peixeira" foi demolida.
Curiosidades...
boas fotos...
No "post" do passado dia 4/9 fiz referência ao Vale do Vouga, razão pela qual aproveito para perguntar ao estimado Repórter: já conhece a linha do Vouga? E já a "explorou", do ponto de vista fotográfico?
Se não, logo que lhe seja possível, avance para aquelas paragens.
Deixo uma ou outra nota (não é minha intenção armar ao conhecedor. Pode ser que interesse a alguém a partilha de algum conhecimento acumulado. Nesta fase da vida é só o que tenho para dar).
Num vasto território abrangido pelos distritos de Aveiro e Viseu, existiu, até Janeiro de 1990, um conjunto de linhas ferroviárias de via estreita (bitola métrica), que era conhecido pelo sistema Vouga/Dão. Tinha três linhas: Vale do Vouga (de Espinho a Viseu, passando pelo entroncamento de Sernada do Vouga); Ramal de Aveiro (de Sernada a Aveiro, tendo, em tempos, uma extensão ao porto de mar), e Linha do Dão (de Viseu a Santa Comba Dão, onde dava ligação, sempre com transbordo, à linha da Beira Alta).
No dia 1JAN1990 foi encerrada, integralmente, a Linha do Dão, e o troço da Linha do Vale do Vouga compreendido entre Sernada e Viseu.
Ficou a funcionar apenas a ligação Espinho - Sernada - Aveiro que, com a alteração provocada na designação das linhas e ramais pela publicação do Decreto-Lei 116/92, de 20 de Junho, passou a chamar-se simplesmente Linha do Vouga.
Saúde!
Breve nota a acrescentar ao meu "post" anterior: não deixem de visitar o Espaço Museológico de Macinhata do Vouga, no qual se podem ver valiosíssimas relíquias ferroviárias.
Fica o link para os horários:
http://www.cp.pt/StaticFiles/Imagens/PDF/Passageiros/horarios/regionais_2007/aveiro_espinho.pdf
Apoiado numa muito vaga esperança de não estar a ser maçador, volto à carga com o Núcleo (a estes pequenos museus, primeiro chamaram-lhes Secções, depois passaram a ser Espaços, e agora são Núcleos) Museológico de Macinhata do Vouga: estão em exibição locomotivas, automotoras (algumas delas de fabrico nacional), carruagens, vagões, e diverso material.
Reparem que alguns dos veículos, em vez de "CP", tem matrículas estranhas, como por exemplo, "CN" e "VV".
Como muitos amigos saberão, houve um tempo em que a CP era uma entre várias empresas (privadas ou estatizadas) ferroviárias.
Aponto uma nota negativa, dirigida aos amantes da fotografia: o material está acomodado como "sardinha em lata", razão pela qual quase não se consegue tirar uma foto decente.
Saúde!
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