Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

De Cacela para Ponta Delgada

Era bom, era, que voltasse a haver comboio nos Açores (já fiz referência aos Caminhos-de-ferro dos Açores aqui). Era bom, não era?
Publico aqui esta versão monocromática com um leve "cheirinho" a sépia da última foto da publicação anterior para satisfazer a curiosidade da minha amiga Ana Sofia, a quem desde já mando um grande beijinho.


Até à próxima publicação despeço-me com amizade.

Domingo, 11 de Julho de 2010

Estação ferroviária de Cacela


Vindo do nada, deparei comigo junto à estação ferroviária de Cacela, a terceira paragem que as 0600 (ainda) fazem, partindo de Vila Real de Santo António.
Infelizmente, é mais uma das nossas estações despromovidas para o estado |C|, ou seja, "eclipsadas", mantendo-se no entanto a iluminação activa à noite e havendo horários acrualizados colados com "speedfix" às fachadas e portas.




Os passageiros que apanharem o comboio nesta estação e não sejam portadores de títulos de transporte poderão adquiri-los assim ao revisor a bordo.


Tive alguma sorte, e nesta minha brevíssima visita cruzei-me com uma composição de duas 0600, agora na sua última versão, ou seja, UDD.




Segundo se pode ler na Wikipedia, «A Estação Ferroviária de Cacela é uma estação da linha do Algarve, que serve a freguesia de Vila Nova de Cacela, do concelho de Vila Real de Santo António.

Funciona actualmente como simples apeadeiro.

Entrou ao serviço em 1906, quando abriu o troço Tavira-Vila Real de Santo António, então adstrito à Linha do Sul, situando-se no PK 384,050 dessa linha.

Dispunha de armazém para mercadorias, com linha de resguardo. Permitia o cruzamento de composições ascendentes e descendentes.»






Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Comboio Presidencial

No passado dia 10 de Junho enquanto esperava pela “minha” 0600 em Faro, fui surpreendido pela chegada a esta estação de uma locomotiva díesel de via larga da série 1900, mais concretamente a 1932.
Achei estranho aparecer uma máquina a díesel debaixo de catenária, ainda mais porque a circulação em vários troços da Linha do Alentejo se encontra suspensa devido a obras.
Mais estranho ainda foi quando se começaram a juntar em grande número elementos de uma empresa de segurança privada, quando apareceu a brigada de explosivos da Polícia com cães e várias outras viaturas das forças da autoridade. Claro que ai o melhor mesmo foi guardar a máquina para evitar mal-entendidos.
Entretanto a “minha” 0600 apareceu, eu segui para o meu destino e ainda consegui vislumbrar alguma movimentação relacionada com a comemoração do 10 de Junho.





No regresso, bastante depois de o Presidente da República e os membros do Governo terem “regressado a casa” deparei-me com a mesma composição, desta vez já com a 1932 na outra ponta, mas “adormecida” e com uma 5600 à cabeça.
Aproveitei então a oportunidade concedida por um elemento da segurança da estação que pretendeu saber o que é que eu ali estava fazendo de máquina em punho para perguntar porque carga de água estava ali uma máquina a gasóleo.






“Então não sabe o que se passa hoje?”, perguntou-me com ar de admiração. Claro que por uma questão de educação tive que manter o ar sério e questionei-o sobre a locomotiva; estando ali todos os dias e conhecendo os ferroviários, havia de saber qualquer coisa.
Bastante prestável e simpático, o senhor explicou-me então que aquele comboio de destinou a transportar a comitiva presidencial até à Escola de Hotelaria. Mistério resolvido: é que a composição ainda ia percorrer cerca de 700 metros de linha não electrificada...
Pode não ser notório nas fotografias por eu ter tentado enquadrar o comboio todo, mas aquele contava com oito carruagens Sorefame remodeladas.

Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.

Domingo, 23 de Maio de 2010

Ramal de Villa Viçoza

Informo que estou a colocar aos poucos no Flickr as fotos dum passeio organizado o ano passado pelo CEC ao ramal abandonado de Vila Viçosa.

Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

"Não-fotografia" da estação do Vimieiro

Para que o mato não cresça neste blog ao ponto de tapar os carris devido à falta de utilização, hoje publico aqui pela primeira vez uma "não-fotografia".
A razão desta designação é porque, como se deve notar, esta imagem é uma edição sobre uma fotografia que seleccionei de uma série captada em Maio do ano passado no âmbito de uma visita ao ramal desactivado de Villa Viçoza.

Brevemente publicarei mais fotos - não editadas! - deste passeio neste blog, bem como a colecção completa em site a anunciar.

Até à próxima publicação despeço-me com amizade.

Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Antiga estação ferroviária do Seixal

Sim, os comboios também já foram ao Seixal. A 29 de Julho de 1923 deu-se início à exploração deste ramal ferroviário que tinha origem na estação do Barreiro e atravessava a Ribeira de Coina por uma ponte que prematuramente se transformou na sua sepultura. Inicialmente a linha era para se estender até Cacilhas, só que o projecto foi abandonado. A ponte sobre o Riu Judeu acabou por nunca ser concluída, tendo os troços que entretanto foram acabados sido reciclados na contrução da ponte de Alcácer do Sal.

Da autoria do fotógrafo Luís Miguel Inês chegou-me hoje esta fotografia de uma miniatura da estação ferroviária do Seixal, na qual se destaca o realismo com que o escultor a realizou.

Conforme se pode ler aqui, o dia 18 de Setembro de 1969 acabou por ser fatal para esta linha. Sugiro que consultem o artigo completo a partir do início, no entanto transcrevo um pequeno trecho que relata este dia fatídico:

Dia l8de Setembro de l969 a ponte sobre o Rio Coina onde passava o tráfego ferroviário ruiu numa extensão de 100 metros aproximadamente. O incidente foi provocado pelo navio Alger, da empresa Vieira e Silvestre Lda., rebocado pelas lanchas Andorinha e Nova Tinta. O navio pouco sofreu. Isto é o que nos relata o jornal Tribuna do Povo (17), que afirma “certamente houve quem delirasse com o sucesso, pois de há muito que se cruzam interesses económicos da C’. P. e da Siderurgia Nacional para acabar com o ramal ferroviário”. O tráfego passou a ser feito por autocarros que davam a volta por Coina.

Fonte: BarreiroWeb.com

Até à próxima pubicação despeço-me com amizade.

O Repórter Alentejano.

Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Curiosidade ferroviária.

.
Caminhos-de-ferro dos Açores
.
Sim, nas nossas ilhas também já houve em tempos comboio. Tal como na Ilha da Madeira existiu a linha de caminho-de-ferro do Monte para transporte de passageiros, também na Ilha de S. Miguel nos Açores existiu um caminho-de-ferro, mas desta feita de mercadorias, cujo objectivo foi servir de “ferramenta” para a construção e manutenção do molhe do porto.
Graças à colaboração do amigo Alberto Gião resolvi dedicar alguns momentos à investigação na internet, começando pelo sugerido link para a Wikipédia. Segundo este artigo, a linha foi construída ao mesmo tempo que o molhe do porto, em 1861. Não servia de transporte público, sendo apenas usada para a construção e manutenção do molhe. Para tal, havia 3 locomotivas a vapor e 39 vagões para trazer pedras de uma pedreira próxima até ao porto. A locomotiva a vapor no.1, construída em 1861 por Neilson & Co. (no. 697), foi a última das três que tinha vindo em segunda mão para os Açores e tinha sido antes usada para o mesmo fim em Holyhead. A No.2 foi construída por Black Hawthorn (no.766) algures entre 1880 e 1888 e a no.3 por Falcon (no.165) em 1888.
A linha só funcionava se necessário, para a manutenção do molhe. A última vez de que há registos de actividade foi em 1973.
.
Para quem tiver curiosidade, existem algumas fotografias disponíveis na internet, por exemplo neste artigo de Ernst Kers traduzido por Luís Almeida ou neste da autoria de Chris Brady (só em inglês).
.
Voltarei a este tema assim que conseguir desenterrar algures mais informação.
.
Com um beijinho especial para a Ana Sofia – estás vendo, na tua terra já passou o comboio, e pode ser que um dia ainda volte a passar novamente – e agradecendo também a prestimosa colaboração do Alberto Gião, até à próxima publicação despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Gato ferroviário

Estação do Ameixial, ramal desactivado de Villa Viçoza. Até há relativamente pouco tempo passava por aqui o cimenteiro de Estremoz com alguma regularidade. No entanto, devido ao mau estado da via ocorreu um descarrilamento que ditou o abandono definitivo desta linha.
Ficaram os gatos que, num esforço quase "sobrefelino", tentam pelos seus próprios meios aplicar o balastro na via na esperança de um dia alguém se lembrar que afinal o comboio aqui faz falta.
.
Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.

Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Locomotiva Eléctrica de Via Larga da série 2600

Aqui, a 2628 estacionada na linha 5, aguardando a hora de levar o Intercidades para Lisboa.
Foi uma das coisas que me deu gosto ver, a Linha do Sul ser modernizada, e poder viajar confortavelmente de comboio eléctrico entre Faro e Lisboa ou entre Faro e Porto. Mas como eu nunca estou contente com o que tenho, ainda gostava de ver um dia a catenária prolongar-se desde o pontão da marina onde hoje acaba até ao apeadeiro de Vila Real de Santo António - Guadiana (Uiiiiiiiii!), e já agora de Tunes a Lagos... Era bom, era!
Mas eu ainda estou convencido que a malta se vai convencer a andar mais de comboio.
.
Voltando à nossa 2600, neste caso à segunda série, ou seja à 2620:
.
Ano de Entrada ao Serviço: 1987
Número de Unidades Construídas: 9 (2621 – 2629)
Construtores:
Partes Mecânicas: Alsthom
Equipamento Eléctrico de Tracção: Alsthom
Transmissão: AlsthomPotência: 3900 cv
Velocidade Máxima: 160 km/h
.
As 2620 são praticamente iguais às 2600, e foram encomendadas para reforçar a frota de 2600 existente.
Pode ser ilusão minha, mas acho-as com algumas semelhanças em termos de aparência visual com as Alsthom's a gasóleo da série 1900... Digam de vossa justiça!
.
Fontes principais de informação: Transportes XXI
.
Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.

Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Estou sim? Olhem, é para mim!

.
Sem comentários...
.

Algures, em mais uma das muitas estações ferroviárias da nossa terra votadas ao abandono. Esta malta não se quer convencer que o comboio é melhor que o automóvel em quase tudo!
.
Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Adenda à alteração do aditamento.

Por qualquer motivo esta fotografia que devia ter aparecido na minha publicação sobre Villa Viçoza não apareceu, e em vez disso apareceu uma alavanca de comando de aparelho de mudança de via em duplicado. Ora com a sorte que eu tenho, se vou tentar editar, arrisco-me a dar fim da publicação, de modo que aqui fica a adenda à alteração do aditamento de rectificação da referida publicação.
.
Até à próxima publicação despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.

Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Obras...


Dresines e composição de inspecção e trabalhos na via.
.
Até à próxima publicação despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.

... e manobras!

A 1940 manobrando por entre postes e tomada de água para se colocar em posição de levar o Intercidades de volta para Lisboa.
.
O Repórter Alentejano.

Sábado, 18 de Julho de 2009

Automotora Diesel de Via Larga série 0350

Embora seja com saudade que recordo a versão original (0300) da qual não tenho nenhuma foto, gosto particularmente da cor seleccionada para a vestimenta destas (já cinquentonas) Allan's.



Algumas características:
.
Ano de Entrada ao Serviço após remodelação das 0300: 1999
Número de Unidades Construídas: 21 (0351 – 0371)
Construtores:
.
Partes Mecânicas: EMEF-GOP
Motor Diesel: S.S.C.M.
Transmissão: Smit
Freio: Jourdain Monneret
Potência: 343 cv
Velocidade Máxima: 100 km/h
.
Cábula (características técnicas): Transportes XXI
.
Até à próxima publicação despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Ramal de Vila Viçosa I

Realizou-se no passado dia 9 de Maio de 2009 por iniciativa do CEC – Clube dos Entusiastas dos Caminhos-de-ferro do qual eu tenho orgulho em ser sócio uma visita a um dos ramais desactivados da antiga “Estrela de Évora”, mais concretamente o ramal Évora – Vila Viçosa (Villa Viçoza).
Esta linha capitulou em 1 de Janeiro de 1990 depois de quase 85 anos de serviço. Pelo que consegui apurar na net, começou a funcionar em 1 de Agosto de 1905.
Pessoalmente nunca me tinha deslocado a esta região, pelo que ao chegar à extremidade de Vila Viçosa a minha reacção foi um belo :-O ... Primeiro porque vi no local que alguém jogou mão do antigo edifício da estação datado de 1904 e o aproveitou para o que é agora o Museu do Mármore. Não pude visitar por motivos de cumprimento do horário da visita, mas fiquei com a pulga atrás da orelha para lá voltar.




A segunda razão do meu :-O prende-se com o estado em que encontrei a via férrea, ou melhor, os respectivos restos mortais. E hoje enquanto pesquisava para compor esta publicação ainda fiquei mais assim :-((, já que algures no meio da WWW o Google me conduziu a uma página com o texto (entre outro) “D.R. n.º: 110 Série II de 2009-06-08 Emissor: Rede Ferroviária Nacional - REFER, EPE - Levantamento e alienação da superstrutura de via do Ramal de Vila Viçosa entre o PK175,870 e o PK191,924”... Enfim... Vou reunir-me com o Pai Natal ao Pólo Norte para ver se ele me informa que afinal isto é para a seguir ser instalada uma nova super estrutura de via..........
Sigamos.
Estranhas as automotoras que por lá encontrei... ;-)


A torre de água...

Um destino pelos vistos já traçado......




E o belo painel de azulejo! :-D
Bem haja quem preservou estes belíssimos painéis evocativos de paisagens alentejanas e recantos urbanos de Villa Viçoza.





Time to say good-bye... :-(
... perhaps somewhere lost in time...


E o museu novamente.

Ao contrário deste ramal, o blog reabriu.
.
Com imagens da minha autoria, até à próxima publicação despeço-me com amizade.
.
O Repórter Alentejano.