terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Curiosidade ferroviária.

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Caminhos-de-ferro dos Açores
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Sim, nas nossas ilhas também já houve em tempos comboio. Tal como na Ilha da Madeira existiu a linha de caminho-de-ferro do Monte para transporte de passageiros, também na Ilha de S. Miguel nos Açores existiu um caminho-de-ferro, mas desta feita de mercadorias, cujo objectivo foi servir de “ferramenta” para a construção e manutenção do molhe do porto.
Graças à colaboração do amigo Alberto Gião resolvi dedicar alguns momentos à investigação na internet, começando pelo sugerido link para a Wikipédia. Segundo este artigo, a linha foi construída ao mesmo tempo que o molhe do porto, em 1861. Não servia de transporte público, sendo apenas usada para a construção e manutenção do molhe. Para tal, havia 3 locomotivas a vapor e 39 vagões para trazer pedras de uma pedreira próxima até ao porto. A locomotiva a vapor no.1, construída em 1861 por Neilson & Co. (no. 697), foi a última das três que tinha vindo em segunda mão para os Açores e tinha sido antes usada para o mesmo fim em Holyhead. A No.2 foi construída por Black Hawthorn (no.766) algures entre 1880 e 1888 e a no.3 por Falcon (no.165) em 1888.
A linha só funcionava se necessário, para a manutenção do molhe. A última vez de que há registos de actividade foi em 1973.
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Para quem tiver curiosidade, existem algumas fotografias disponíveis na internet, por exemplo neste artigo de Ernst Kers traduzido por Luís Almeida ou neste da autoria de Chris Brady (só em inglês).
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Voltarei a este tema assim que conseguir desenterrar algures mais informação.
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Com um beijinho especial para a Ana Sofia – estás vendo, na tua terra já passou o comboio, e pode ser que um dia ainda volte a passar novamente – e agradecendo também a prestimosa colaboração do Alberto Gião, até à próxima publicação despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Gato ferroviário

Estação do Ameixial, ramal desactivado de Villa Viçoza. Até há relativamente pouco tempo passava por aqui o cimenteiro de Estremoz com alguma regularidade. No entanto, devido ao mau estado da via ocorreu um descarrilamento que ditou o abandono definitivo desta linha.
Ficaram os gatos que, num esforço quase "sobrefelino", tentam pelos seus próprios meios aplicar o balastro na via na esperança de um dia alguém se lembrar que afinal o comboio aqui faz falta.
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Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Locomotiva Eléctrica de Via Larga da série 2600

Aqui, a 2628 estacionada na linha 5, aguardando a hora de levar o Intercidades para Lisboa.
Foi uma das coisas que me deu gosto ver, a Linha do Sul ser modernizada, e poder viajar confortavelmente de comboio eléctrico entre Faro e Lisboa ou entre Faro e Porto. Mas como eu nunca estou contente com o que tenho, ainda gostava de ver um dia a catenária prolongar-se desde o pontão da marina onde hoje acaba até ao apeadeiro de Vila Real de Santo António - Guadiana (Uiiiiiiiii!), e já agora de Tunes a Lagos... Era bom, era!
Mas eu ainda estou convencido que a malta se vai convencer a andar mais de comboio.
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Voltando à nossa 2600, neste caso à segunda série, ou seja à 2620:
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Ano de Entrada ao Serviço: 1987
Número de Unidades Construídas: 9 (2621 – 2629)
Construtores:
Partes Mecânicas: Alsthom
Equipamento Eléctrico de Tracção: Alsthom
Transmissão: AlsthomPotência: 3900 cv
Velocidade Máxima: 160 km/h
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As 2620 são praticamente iguais às 2600, e foram encomendadas para reforçar a frota de 2600 existente.
Pode ser ilusão minha, mas acho-as com algumas semelhanças em termos de aparência visual com as Alsthom's a gasóleo da série 1900... Digam de vossa justiça!
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Fontes principais de informação: Transportes XXI
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Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Estou sim? Olhem, é para mim!

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Sem comentários...
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Algures, em mais uma das muitas estações ferroviárias da nossa terra votadas ao abandono. Esta malta não se quer convencer que o comboio é melhor que o automóvel em quase tudo!
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Até à próxima publicação, despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Adenda à alteração do aditamento.

Por qualquer motivo esta fotografia que devia ter aparecido na minha publicação sobre Villa Viçoza não apareceu, e em vez disso apareceu uma alavanca de comando de aparelho de mudança de via em duplicado. Ora com a sorte que eu tenho, se vou tentar editar, arrisco-me a dar fim da publicação, de modo que aqui fica a adenda à alteração do aditamento de rectificação da referida publicação.
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Até à próxima publicação despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Obras...


Dresines e composição de inspecção e trabalhos na via.
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Até à próxima publicação despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

... e manobras!

A 1940 manobrando por entre postes e tomada de água para se colocar em posição de levar o Intercidades de volta para Lisboa.
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O Repórter Alentejano.

sábado, 18 de Julho de 2009

Automotora Diesel de Via Larga série 0350

Embora seja com saudade que recordo a versão original (0300) da qual não tenho nenhuma foto, gosto particularmente da cor seleccionada para a vestimenta destas (já cinquentonas) Allan's.



Algumas características:
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Ano de Entrada ao Serviço após remodelação das 0300: 1999
Número de Unidades Construídas: 21 (0351 – 0371)
Construtores:
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Partes Mecânicas: EMEF-GOP
Motor Diesel: S.S.C.M.
Transmissão: Smit
Freio: Jourdain Monneret
Potência: 343 cv
Velocidade Máxima: 100 km/h
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Cábula (características técnicas): Transportes XXI
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Até à próxima publicação despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Ramal de Vila Viçosa I

Realizou-se no passado dia 9 de Maio de 2009 por iniciativa do CEC – Clube dos Entusiastas dos Caminhos-de-ferro do qual eu tenho orgulho em ser sócio uma visita a um dos ramais desactivados da antiga “Estrela de Évora”, mais concretamente o ramal Évora – Vila Viçosa (Villa Viçoza).
Esta linha capitulou em 1 de Janeiro de 1990 depois de quase 85 anos de serviço. Pelo que consegui apurar na net, começou a funcionar em 1 de Agosto de 1905.
Pessoalmente nunca me tinha deslocado a esta região, pelo que ao chegar à extremidade de Vila Viçosa a minha reacção foi um belo :-O ... Primeiro porque vi no local que alguém jogou mão do antigo edifício da estação datado de 1904 e o aproveitou para o que é agora o Museu do Mármore. Não pude visitar por motivos de cumprimento do horário da visita, mas fiquei com a pulga atrás da orelha para lá voltar.




A segunda razão do meu :-O prende-se com o estado em que encontrei a via férrea, ou melhor, os respectivos restos mortais. E hoje enquanto pesquisava para compor esta publicação ainda fiquei mais assim :-((, já que algures no meio da WWW o Google me conduziu a uma página com o texto (entre outro) “D.R. n.º: 110 Série II de 2009-06-08 Emissor: Rede Ferroviária Nacional - REFER, EPE - Levantamento e alienação da superstrutura de via do Ramal de Vila Viçosa entre o PK175,870 e o PK191,924”... Enfim... Vou reunir-me com o Pai Natal ao Pólo Norte para ver se ele me informa que afinal isto é para a seguir ser instalada uma nova super estrutura de via..........
Sigamos.
Estranhas as automotoras que por lá encontrei... ;-)


A torre de água...

Um destino pelos vistos já traçado......




E o belo painel de azulejo! :-D
Bem haja quem preservou estes belíssimos painéis evocativos de paisagens alentejanas e recantos urbanos de Villa Viçoza.





Time to say good-bye... :-(
... perhaps somewhere lost in time...


E o museu novamente.

Ao contrário deste ramal, o blog reabriu.
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Com imagens da minha autoria, até à próxima publicação despeço-me com amizade.
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O Repórter Alentejano.

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Encerrado para Obras

Devido à adesão praticamente irrisória que este espaço tem verificado desde o primeiro dia, resolvi suspender as publicações, mesmo tendo recebido recentemente uma colaboração de vulto (que não cheguei a publicar, provavelmente irá para o blog de fotografia geral) por parte de uma pessoa por quem tenho uma grande consideração e amizade.



O espaço vai ficando por aqui, não vou apagar nada, pode ser que um dia destes apareça inspiração suficiente para uma remodelação que se torne eficaz no sentido de continuar a divulgar imagens e informações sobre os caminhos-de-ferro.
Se alguém que não veja este espaço como um "predador" ou um "concorrente" tiver sugestões, aceitarei com todo o gosto.
O meu sincero agradecimento a todos os que até agora acreditaram e colaboraram. Voltarei qualquer dia.
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O Repórter Alentejano.

domingo, 29 de Março de 2009

De volta a Faro

Desta vez com destaque para as locomotivas eléctricas de via larga da série 5600, em nova colaboração do fotógrafo Luís Miguel Inês, a quem agradeço o envio destas fotos.


As locomotivas da série 5600 entraram ao serviço no nosso país em 1993, tendo sido construídas 30 unidades (5601 a 5630). Sobram 29 devido ao abate forçado de uma unidade destas à conta de uma colisão.
Ah! Este placard com a numeração das linhas... Infelizmente não pesco nada de HTML, e esta foto era para ficar em último nesta série, mas enfim... Aproveita-se, para referir que é precisamente a Linha 4 que na estação de Faro acolhe os comboios Intercidades para Lisboa; excepcionalmente a Linha 5 quando a 4 se encontra ocupada. Uma boa estratégia, já que os comboios regionais que dão ligação aos serviços Intercidades e Alfa Pendular terminam na Linha 1 mesmo ao lado, e o pessoal assim escusa de estar atravessando linhas.

Ultrapassando este percalço geográfico-informático, volto às 5600.
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Algumas características:
Partes Mecânicas: Krauss Maffei
Equipamento Eléctrico de Tracção: Siemens
Transmissão: Siemens
Potência: 5600 kW
Velocidade Máxima: 220 km/h

Como descrito acima, estes bichinhos de mais de 7000 cavalos, deixados à solta onde a linha o permita, podem acelerar até aos 220 km/h. Obviamente que no tempo presente em serviço de mercadorias isto é pura ficção científica, mas no serviço de passageiros já podem operar até a 160 km/h.
Mais recentemente graças a melhoramentos ao nível da suspensão (e outros) do material rebocado, o serviço de passageiros na Linha do Norte assegurado por estas locomotivas já pode ir até aos 200 km/h.
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E falar da Linha do Algarve sem referir as 0600 seria como ir a Roma e não ver o Papa. Pois fecho esta publicação com mais um destes exemplares que veio incluído nesta colaboração.

Fontes de informação principais: Transportes XXI
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O Repórter Alentejano, com fotos de Luís Miguel Inês.

domingo, 1 de Março de 2009

Lagos

Novamente nas UTD da série 0600, desta vez com o meu agradecimento ao fotógrafo Luís Miguel Inês.



Trata-se de uma vista sobre o novo cais e edifício da estação de Lagos. Na sua versão original era o término do Ramal de Lagos com origem em Tunes, sendo que o troço entre esta estação e a de Vila Real de Santo António fazia parte da Linha do Sul. Estes dois troços, agora referenciados como Linha do Algarve, foram finalizados em 1912.
Ainda me recordo quando era moço pequeno que havia ligação directa entre os dois extremos desta linha, mas agora há que proceder a transbordo em Faro :-s
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O Repórter Alentejano, com fotografias de Luís Miguel Inês.

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Um olhar nortenho

Da autoria da fotógrafa e amiga Sandra Rocha acabei de receber as duas fotografias que compõem a publicação de hoje.
Curiosamente a minha primeira publicação neste blog referiu-se às UTD da série 0600, mas o olhar da Sandra sobre esta magnífica paisagem justifica perfeitamente que eu abra esta publicação com esta fotografia.
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No que toca às automotoras eléctricas de via larga da série 3400 em serviço nos suburbanos do Porto desde 2002, recolhi a seguinte informação:
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Unidades construídas: 34 (3401 a 3434)
Partes mecânicas: Bombardier
Equipamento eléctrico de tracção: Siemens
Transmissão: Siemens
Potência: 1400 kW
Velocidade máxima: 140 km/h.


Fontes de informação principais:
Transportes XXI

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O Repórter Alentejano, com fotografias de Sandra Rocha.

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Locomotivas Diesel da série 1900

Ano de Entrada ao Serviço: 1981
Tipo de Transmissão: Eléctrica
Bitola de Via: 1668
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Construtores:
Partes Mecânicas: Sorefame
Motor Diesel: S.A.C.M.
Transmissão: Alsthom
Freio: Knorr - Bremse
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Caracteristicas Gerais:
Tipo da Locomotiva: AD 30 C
Potência Nominal da Locomotiva (rodas): 2260 Cv
Disposição dos Rodados: Co Co
Diâmetro das rodas (novas): 1100 mm
Número de Cabinas de Condução: 2
Freio Pneumático: Ar comprimido
Freio Dinâmico: Alsthom
Areeiros (Número): 8
Sistema de Homem Morto: Alsthom
Comando em Unidades Multiplas: Até 4
Lubrificadores de Verdugos: Vogel
Registador de Velocidade: Hasler








Existiam 13 unidades da série 1900 (1901 a 1913) destinadas inicialmente ao transporde de mercadorias e cuja velocidade máxima é 100 km/h e 17 unidades da série 1930 (1931 a 1947) destinadas a serviço quer de passageiros quer de mercadorias e cuja velocidade máxima é 120 km/h. Segundo apurei em pesquisa na internet, as 1931, 32, 33, 34 e 36 foram exportadas para a Argentina. Curioso, a que falta para que esta sub série esteja completa, a 1935, é a que fotografei em 2008 em Évora e que coloquei neste post.
Também neste post a 1944, note-se a diferença nos grupos ópticos que foram substituídos por unidades equipadas com led's de alta intensidade.
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Fontes de informação principais:
CP (documentação acessível ao público em 2000);
O Repórter Alentejano.

quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Ramais de Mora, Reguengos e Estremoz

Partindo da recentemente beneficiada estação ferroviária de Évora e avançando algumas dezenas de metros para Nascente podemos encontrar o que resta do Ramal de Mora que pouco mais é neste momento que estas peças soltas dum aparelho de mudança de via.


O Ramal de Mora foi um ramal ferroviário português, de cerca de 60 km, que ligava a cidade de Évora à vila de Mora, servindo várias povoações dos concelhos de Évora, Arraiolos e Mora.
A sua construção foi motivada pela necessidade de fazer escoar os produtos agrícolas da zona norte do distrito de Évora para a capital do distrito e posterior reencaminhamento para Lisboa.
A linha foi inaugurada em 11 de Julho de 1908. O projecto inicial previa a continuação da linha até Ponte de Sor, ligando-se à Linha do Leste, o que não chegou a concretizar-se.
Esta linha tinha também o papel de fazer o transporte dos produtos da famosa Fábrica dos Leões (fábrica de produtos e massas alimentícias), situada mesmo junto à linha, em Évora.
A escassez de passageiros e de mercadorias foi a razão apontada para o encerramento definitivo da linha em 1988. Poucos anos depois os carris foram removidos.
Em 2005 a Câmara Municipal de Évora aproveitou o espaço desta antiga linha férrea para fazer uma ecopista destinada a peões e bicicletas. Igual projecto de reaproveitamento está na mente dos municípios vizinhos de Arraiolos e Mora.
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Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O actualmente conhecido como Ramal de Reguengos é na verdade o produto de um projecto falhado de construção de uma linha de grande alcance, à semelhança de muitos outros projectos ferroviários inacabados em Portugal. O projecto original que veio a possibilitar a existência deste ramal veio curiosamente surtir o mesmo efeito em outro ramal alentejano: o Ramal de Moura. A intenção era a da ligação ferroviária Lisboa - Sevilha, via Évora e Zafra, contemplando ainda a ligação a Moura e às Minas de São Domingos, na fronteira com o Algarve. Este projecto foi designado como a Linha do Guadiana. A mesma intenção foi demonstrada por parte de Espanha, redundando no entanto em igual fracasso, uma vez que a linha se ficou por um ramal entre Zafra e Jerez de los Caballeros.
A via-férrea que avançava de Beja rumo a Pias faria a ligação entre a capital de distrito e a Linha do Guadiana, pelo que se pode considerar que o verdadeiro início desta linha se deu a 27 de Dezembro de 1905, quando se inaugurou o troço Pias - Moura. Aqui viria a passar a Linha do Guadiana, vinda de Évora, em direcção às Minas de São Domingos. Do lado de Évora, a construção da Linha do Guadiana propriamente dita - separação da Linha de Évora (Casa Branca - Évora - Vila Viçosa) - teve uma longa história de avanços e recuos, de 24 de Abril de 1903 (aprovação legal da construção do troço Évora - Reguengos), passando por Dezembro de 1913 (início da construção), até 6 de Abril de 1927, quando Reguengos finalmente recebe o comboio. A continuação da Linha do Guadiana levaria o comboio a Mourão, de onde partiria o ramal de ligação internacional para Zafra, de Mourão até Moura, e daqui finalmente às Minas de São Domingos.
O ramal encontra-se encerrado a todo o tráfego ferroviário desde 1988.
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Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Sobre o Ramal de Estremoz a única coisa que sei neste momento é que em 2007 ainda circulava por lá a passo de caracol devido às péssimas condições da via o comboio do cimento.
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O Repórter Alenrejano.

sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Azulejos de Évora





Sob uns amenos 39º, durante uma passagem pela recentemente beneficiada estação ferroviária de Évora, captei estas imagens destes balos painéis de azulejos esperando assim dá-los a conhecer antes de estarem complementados por arte urbana contemporânea.
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O Repórter Alentejano

terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Estação da Azambuja

Da autoria da fotógrafa Ana Costa recebi esta colaboração sob a forma de fotografias respeitantes à estação de caminhos-de-ferro da Azambuja.





Pesquisando na internet encontrei esta (vaga) informação sobre esta estação:
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Azambuja é uma castiça vila Ribatejana, situada na margem direita do rio Tejo, a cerca de 45 Km de Lisboa. Com origem no tempo dos Romanos, chamando-se então Oliastrum, Azambuja deve o seu nome actual aos Árabes, que lhe chamaram Azzabuja. Em 1200, Azambuja foi objecto de doação perpétua, feita por D. Sancho I em benefício de Rolim, um súbdito oriundo da Flandres, e outros compatriotas seus, como prémio pela tomada de Lisboa. Foi, precisamente, um descendente de Rolim, de seu nome Rui Fernandez, que teve a iniciativa de dotar Azambuja de foral, no ano de 1272. D. Manuel deu uma confirmação de foral a Azambuja em 1513. A freguesia conta actualmente com cerca de 7300 habitantes.
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Uma paragem na Azambuja é determinante para se agarrar, pictoricamente, à simbologia do trabalho agrícola e fluvial ribatejanos. A faina do labor no campo e o vigor do retrato – a azul – do quotidiano no Tejo, onde coabitam os transportes (a fragata) e a pesca (avieiros).
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Há dois grandes painéis, um em cada topo da gare, e novamente a temática é regionalista: um representa a cultura do trigo na lezíria (com o curioso pormenor de figurar uma das primeiras debulhadoras a vapor), enquanto o outro mostra fragatas e barcos de pesca dos avieiros. Foram feitos em 1935 por Carlos Mourinho, pintor-ceramista da famosa Fábrica de Loiças de Sacavém.
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O Repórter Alentejano, com fotografias de Ana Costa.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Por esse mundo fora - I

Do Brasil me chegou agora mesmo a primeira colaboração para este espaço, pelas mãos da fotógrafa e amiga pessoal Beta Oliveira. Trata-se de um pequeno comboio turístico de cremalheira que liga a estação de Cosme Velho (Rio de Janeiro) ao cume do Corcovado.



Como características peculiares posso referir que (segundo o que consegui apurar) foi o primeiro troço de via férrea a ser electrificado no Brasil, sendo a alimentação a tensão alternada trifásica, motivo pelo qual a catenária se compõe de duas linhas aéreas.
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Esta linha foi inaugurada por D. Pedro II em 9 de Outubro de 1884, tendo sido posteriormente electrificada em 1910, altura em que a tracção a vapor foi posta de parte.
Operam actualmente quatro composições de motora mais reboque adquiridos em 1980 à SLM (Suíça).
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No seu traçado, esta linha passa pela Floresta da Tijuca onde podemos observar a biodiversidade nativa. É assim mais que um meio de transporte para atingir um objectivo determinado.
Esta linha pode movimentar 360 passageiros por hora, mas há que ter em conta que em alturas de maior procura o acesso à estação pode-se arrastar por algumas horas.
As composições sobem à velocidade de 15 km/h, mas como a descer todos os santos ajudam, as 36,8 toneladas de metal limitam-se aos 12 km/h.
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De referir ainda que, citando uma inscrição contida nos bilhetes “Parte do valor deste bilhete é revertida para a conservação do meio ambiente”
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O Repórter Alentejano, com fotografias de Beta Oliveira.

sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Intervalo para o cimento ;-)







A 1563 em Vila Real de Santo António em manobras com um carregamento de cimento.
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Partes Mecânicas: Montreal Locomotive Works
Motor Diesel: MLW / ALCo
Potência de 1700cv e 120km/h de velocidade máxima.

Apeadeiro de Castro Marim




Efectivamente localizado na povoação de São Bartolomeu do Sul, a 5km de Castro Marim, este é mais outro dos muitos apeadeiros que deixou de ser habitado por pessoal ligado à exploração do transporte ferroviário, continuando no entanto a servir para tomada e largada de passageiros do serviço regional entre Vila Real de Santo António e Faro.
Abandonado durante alguns anos, o edifício foi agora adquirido por uma entidade particular para ser utilizado como bar. Resta saber se, como acontece por exemplo em Canal-Caveira, o comboio depois ainda continua a parar por aqui.

quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Apeadeiro de Monte Gordo








Próximo de uma das praias algarvias de maior afluência, este apeadeiro já se encontra C (embora eu não tenha descortinado o sinal em parte nenhuma, talvez já tenha sido útil a alguém) com todas as aberturas do edifício emparedadas.
Felizmente que as 0600 ainda cá continuam a parar, e pelos vistos o cais fica relativamente cheio à hora da sua passagem, o que é bom sinal. Esta composição levava duas UTD's atreladas.
O Repórter Alentejano.

quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Estação de Vila Real de Santo António







Exemplar único da arquitectura ferroviária nacional, nascido dum projecto do Arq. Cottinelli Telmo.
Vale a pena preservar, e já agora também alertar os mais distraídos que ali se apanha o comboio para Faro, com ligações desta última estação para Lisboa e Porto.
Já agora... O comboio é o transporte público mais eficiente da actualidade... E o ambiente está mal de saúde...

Apeadeiro de Vila Real de Santo António - Guadiana



Atenção Senhores Passageiros:
Não vai dar entrada na linha n.º 1 o comboio inter-regional que já não vem do Barreiro. Não está estacionado na linha n.º 2 o comboio regional com destino a Lagos cuja hora de partida não será às 16:50. Os Senhores Passageiros com destino às várias estações da Linha do Algarve farão o obséquio de se montarem nas botas e se dirigirem à estação de Vila Real de Santo António.
Realmente é pena que as English Electric da série 1800 tenham parado aqui pela última vez em 1998... Aqui, no centro da cidade, junto à estação dos autocarros, praça de táxis, hotéis, marina, comércio...
Ouvi em jeito de conversa de café, não confirmada assim oficialmente, que a concessão para a exploração deste terreno (por 50 anos) terminou em 1998 e não foi prorrogada por falta de entendimento entre o proprietário do terreno e a entidade exploradora, o que é pena, pois se o comboio continuasse a vir para aqui certamente teria mais afluência.
De acordo com a informação disponível na Wikipédia (consultem este artigo onde figura um diagrama de todas as estações e apeadeiros desta linha), esta era a última estação da Linha do Sul que foi finalizada em 1912, ocupando o ponto quilométrico 140,5.

domingo, 9 de Novembro de 2008

Automotora Diesel de via larga série 0600






Unidades triplas de via larga fotografadas em Vila Real de Santo António e em Faro. Nas duas últimas fotos, chegada à estação de Faro de uma composição com duas UTD acopladas.

Algumas características destas automotoras:
- Partes mecânicas, Sorefame;
- Motores díesel, SFAC, com 775cv de potência;
- Velocidade máxima, 120 km/h.
Na linha do Algarve onde estas imagens foram captadas, poderão atingir a velocidade de 90 km/h, limitação imposta pelas características da via.

PÁGINA EM CONSTRUÇÃO

PÁGINA AINDA EM CONSTRUÇÃO.

Iniciei hoje este blog, pelo que apenas dentro de alguns dias terei informação disponível.
No entanto, para quem apreciar, tenho alguns trabalhos fotográficos sobre outros temas aqui.
O Repórter Alentejano.

Informação ferroviária

Pretendo neste blog partilhar outra das minhas paixões que é o tema dos caminhos-de-ferro, na esperança que as pessoas quer por motivos profissionais quer por lazer recomecem a despertar para este meio de transporte que, para além de seguro é o mais eficaz de todos os actualmente existentes.
Basicamente procurarei colocar fotos de minha autoria acompanhadas, quando possível, de uma pequena descrição.
Serão bem-vindos todos os comentários e qualquer outra forma de colaboração sobre este tema.
O Repórter Alentejano.